sexta-feira, 15 de junho de 2012

Tudo começou no Ano Novo...


No dia 31 de dezembro de 2011, na contagem regressiva, com os olhos encharcados de lágrimas, vendo aquela queima linda de fogos e uma multidão ansiosa esperando a entrada do novo ano. Me desliguei de tudo e me liguei nos céus e fiz um pedido a Deus. Desenhei com todos os detalhes o homem que eu queria amar. Chorei como criança que esperneia diante de um pai pra ser ouvida. Enquanto isso ouvia o povo pedindo mais saúde, casa, carro, até pra ganhar na mega. Podem rir! Eu sei, eu tava ali pedindo apenas um amor.
Voltei pro apartamento onde estava com os amigos e vi o primeiro dia do ano chegar, mas não vi minhas expectativas com ele. Senti-me como uma mãe desnaturada, abandonando todas elas. No decorrer dos meses conheci algumas pessoas, mas ninguém que balançasse minha estrutura. Amém por isso, então desisti. Tornando assim, a falar com Deus que daquele dia em diante eu cairia na bagaceira. Não perdia um fim de semana, todos eram articulados e cheios das mais bonitas e gostosas surpresas (tô falando de homem mesmo). Mas o detalhe, é que voltava pra minha humilde residência e não encontrava nem um Teló pra chamar de meu. Eu estava com o coração vazio e as lágrimas escorriam... Vazio. Alguém sabe o que significa se sentir vazia?
Grandes surpresas ainda me esperavam. Será que aquele vazio teria fim? E eu? Eu merecia que ele tivesse fim? Só sei que o ano ainda não havia acabado. E eu descobrira tantas outras coisas... provaria a fidelidade desse Deus que ouvia cada uma das minhas orações. Conhecia a sinceridade do meu coração, ainda que eu não merecesse.
Por Paula Kaline. 

Um comentário:

  1. O vazio nem sempre é nulidade,
    quase nunca, aliás: aqui e agora,
    reduz toda matéria à vacuidade
    e eis o espírito, eis onde Deus demora.
    O quase-nada é o que dói, eis a verdade:
    o que é, mas é pouco - isto a alma chora.

    (Thiago El-Chami - 15/06/2012, 22:38, especialmente em resposta a esse texto)

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