quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Como esquecer alguém que não te faz bem

Nós mulheres temos a mania de sermos burras. E sempre colocamos a culpa no pobre do coração. Não, a culpa não é dele. No final somos nós mesmas que escolhemos por quem nos apaixonamos. Somos nós que permitimos que alguém, seja ele um bom homem ou não, entre em nossas vidas. Como? Simples. Quando você se deixa levar. Levar essa máxima de Zeca Pagodinho de que “deixa a vida me levar” com assuntos do coração definitivamente não é uma boa.

Mas vamos falar especificamente sobre os cafajestes que tem sido o nosso mote incessantemente. Vamos aos motivos. Por que nós nos apegamos? Mais simples ainda. Deixamos nos levar. Pelo sexo, pelas palavras bonitas, pelas atitudes enganadoras. “Mas Karol, a Kaline já fez um texto sobre isso. Tá copiando ela?”. Não. Apesar de sermos amigas a Kaline é infinitamente mais esperta do que eu. Uhh, e põe esperta nisso. Um homem pra enganar ela tem que ser O CARA. Eu não, sou mais coração. Sou enganada facilmente.

Mas voltemos ao texto e a sua possível cópia. A diferença entre o texto de Kaline e o meu é: esse é um breve relato de uma mulher (trouxa, admito) que foi enganada por um espertalhão desses que tem por aí. Pior (ou melhor, sei lá) é que ele é leitor do Blog então conseqüentemente ele vai saber que é ele. Espero que sirva pra ele de alguma forma.

Há pouco mais de um ano revi alguém com quem mantive uma relação há oito anos. Terminamos por vários motivos. Uns diziam que era amor demais e por isso não conseguíamos manter uma relação digamos assim estável. Brigas excessivas, ciúmes e imaturidade levaram ao fim do relacionamento. Sofri da minha forma e pelo que fiquei sabendo ele sofreu mais. Mas fomos adiante. Ele era incrível! Um amigo como poucos (daqueles pra todas as horas, no que fosse necessário), um filho amoroso (era o que mais amava nele, a união que via em sua família e principalmente a proximidade dele e da mãe já que até hoje eles são os melhores amigos) e o principal: amoroso ao extremo. Aí vocês me perguntam: por que você não ficou com ele? Mesmo com apenas cinco meses de namoro a relação se desgastou. E volto a bater na mesma tecla: éramos exageradamente imaturos pra entender tamanho do sentimento que tínhamos em nossos corações. Eu principalmente. Me via confusa, sem saber o que fazer. Ele deu suas mancadas, mas não o culpo em nenhum momento afinal também não fui perfeita.


E eis que o sentimento brotou mais uma vez em meu coração. O que eu fiz? Como mulher corajosa que sou corri atrás. Certo que tarde, mas segui meu coração. Uma coisa que deixei de contar quando fiz um relato da minha cirurgia foi um dos grandes motivos: ele. Imaginar que poderíamos voltar a termos aquilo que tínhamos antes, mas com a maturidade que veio com a gente durante todos os anos passados me impulsionou e me fez tomar coragem de fazer coisas em minha vida que eu nunca imaginaria que seria capaz de fazer. E esse mérito dele não tiro, ao contrário, agradeço.

Tentei de todas as formas fazer com que ficássemos juntos. Amei esse homem da forma mais pura e linda que pude. Atravessei o Brasil pra encontrá-lo, pra mostrar a ele a Karol que sou hoje. A mulher que me tornei depois de tantos anos. Fui lá e me entreguei. Dei a cara a tapa. Sem arrependimentos. E ainda hoje não me arrependo. O que descobri? Que eu não era a única na vida dele. Ou ao menos a quantidade era inúmeras vezes maior a que eu achava que existia. Que como eu, ele enganava a todas. E ainda era obrigada a ouvir esse homem dizer que dentre todas elas eu era especial apenas por que fui sua primeira namorada. E permiti que fosse enganada por muito tempo. Me iludia, sofria como uma condenada, chorava, ficava esperançosa, perdia as esperanças. Um turbilhão de sentimentos e emoções. Quase enlouqueci. E me matava por dentro a cada vez que me questionava: o que eu tenho de errado?

Nada Karol, você não tem nada de errado! Apenas não é ele! Repeti isso pra mim um trilhão de vezes, até que me convenci. Era o meu mantra diário. Repetia mais ainda a cada situação que ele me fazia passar. A cada namorada, a cada palavra mentirosa, a cada tentativa de me iludir. “Ele não é pra você”. E repetia, e repetia, e repetia... Com aquela dor indescritível, com lágrimas nos olhos repetia cada palavra.

Quanto ao amor? Amei sim. De verdade. Ele que não valorizou. Perdeu. E eu? Segui em frente. E continuo com aquela frase que repito milhões de vezes quando vejo alguém sofrendo por amor: “Isso passa”. E passa mesmo. Sou a prova viva disso! Dêem-se novas oportunidades, vão viver! Divirtam-se, trabalhem, ocupem suas mentes com algo produtivo. O tempo passa que nem percebemos. Eu tive um plus nessa história toda que não sei que vocês poderão ter: uma irmã de alma chamada Paula Kaline. Uma amiga com amor verdadeiro por você te tira de qualquer fundo do poço.

E a ele? A você só desejo amor. O amor que um dia tive por você. O amor que um dia CONSTRUÍMOS com tanta imaturidade e que quis de volta com cada célula do meu ser. Que você seja feliz. E eu também, claro!


Por Karoliny Dias
semessadeamelia@hotmail.com

4 comentários:

  1. Suas palavras me confortaram hoje.

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  2. Adorei, Karol. Suas palavras descreveram tudo o que eu sinto, já que passei por uma situação parecida. Virei leitora e fã, rs! Um beijo!

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  3. nossa esse texto foi p mim....esse final então, se encaixou perfeitamente nesse meu momento....obg...adorei

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