terça-feira, 20 de novembro de 2012

Um estado chamado Amor



Eu vivo escrevendo sobre os amores que me cercam. Vivo falando sobre esses sentimentos que muitas vezes me enlouquecem e me deixam parecendo uma adolescente em seu primeiro amor. Todos sabem que o que eu adoro mesmo é falar sobre sexo (não que isso me torne uma pervertida), mas sei lidar melhor quando é esse o assunto em pauta. Quando se trata de amor, me perco toda, me fecho em copas e já posso entrar em qualquer tipo de esconderijo (armada até os dentes).

Sabe, eu sempre evitei mostrar meus sentimentos, revelar meus segredos, rasgar meu coração e falar de amor . Sempre me pareceu invasivo demais. Era meu, era só meu.  Sempre achei, uma falta de respeito essa mudança diária de status (solteira, relacionamento sério, casada, piriguetiando). Olhava e me perguntava: esse povo realmente tá levando o sentimento como um gozação? Do gozar mesmo, só gozar. Mas Kaline, quem é você pra julgar? Sempre tão dura, tão ácida. Logo você, que tem o poder de transformar cada "eu te amo" em um mero "eu também". E isso quando responde e não coloca outro assunto pelo meio. E lá se vai a resposta.

Mas por que Kaline, tanta falta de interesse quando o assunto é amor? Seria a vontade de estar sempre livre, como diz você "SORTA" DESBLOQUEADA? Ou apenas lhe  falta coragem de se entregar de verdade, ao ponto de gritar “EU TE AMOOO” pra todos ouvirem? (Iiiiihh, baixou Roupa Nova agora). De sair fazendo coraçõezinhos nas fotos (estamos falando de amor, ou de problema mental?). Apois!



A resposta é: isso é a falta que o amor de  um homem  de verdade faz.  Não contem a ninguém, mas por trás dessa mulher cacto (leia-se eu) existiu sim uma mulher que já amou loucamente. Não chegou ao ponto do coraçãozinho, mas cheguei a dedicar anos da minha  vida a outra pessoa (é, eu amei um dia)... Mas não quero lembrar. A moral da história é que não valeu a pena tanta dedicação, então eu sofri. Sofri da maneira mais triste. Então eu mudei. Mudei!

Juro ninhas, eu não gosto de ser sempre a ‘mizeravona’ com os homens não, viu?! As vezes é necessário.  Descobri que com eles só funciona desse jeito. Na base da grosseria. Eles adoram! Adoram tanto, que enchem minha caixa de mensagens (e às vezes meu saco também), que mandam flores e que cortejam a vera e eu sempre não querendo nenhum deles. Mas brinco, me divirto, beijo na boca e volto pra casa sozinha. Não levo nenhum deles em meu pensamento. Ahh meninas, quem nunca comeu um caixa de bis por ansiedade e um homem por distração que atire o primeiro mouse.

Vivo falando com Karoliny Dias, que é preciso tomar essas posições mais radicais. 

Karoliny Dias diz: Não tem problema Kaline a gente apanha, apanha... até que um dia a gente aprende. Não é muito minha cara agir como você, mas nada que com o tempo não se pegue o jeito. Aí eu entro na brincadeira, colocando fogo e pagando pra ver quem é que sai queimado. Aí sim, demais a minha cara. Sou movida a desafios. Vivo de superar os meus limites. Já paguei tanto pra ver por causa do amor, não me custa nada fazer o mesmo pela sacanagem!

Eu aprendi a tratar eles com a mesma veracidade com que eles  nos tratam, como o mesmo desdém (nos trocando por uma festa, por uma piriguete ou mesmo por um mero chopp). Digo a todos que estou apaixonada, ofereço as mesmas músicas, mando os mesmos sms’s e coloco os mesmos apelidos. Cruel? Crueldade foi um dia eu ter dado um coração bom, inteiro e me devolveram um vazio, quebrado...

Sofrer meu bem? Não minto, até sofro! Nada que leve mais do que três dias. Isso quando vejo que o cidadão não merecia tanto descaso. Aí ligo, mando mensagem e retribuo o empenho deles com minha amizade (que é sim, muita coisa). Mas quando é do tipo que não merece... Faço como naquela historinha, vou ali na venda e nunca mais apreço. Lista negra, bloqueio no face, evito os lugares e o pior: exonero de minha vida. SOU BEM DESSAS! 

Mas como tudo tem sem lado bom, devo revelar a vocês que saberei ser uma mulher de verdade quando aquele cara, do tipo do que Roberto Carlos anda cantarolando por aí, finalmente chegar. EU ESPERO. Espero como uma mãe espera um filho. Aquele prometido da minha'alma. Aquele que desde os meus 15 anos venho ensaiando a música para adentrar aquela igreja, cantando, vestida de noiva. Só para ele... Ele que nem sei o nome ainda e nem a cor, (mas já sei o tamanho viu? Problema e homem só grande rsrsrs), mas sinto que ele está por perto. O homem que vai trazer vida ao meu deserto, que vai derreter o gelo. E  quando esse homem chegar, aí sim, vou arrumar as malas e me mudar pra aquele estado chamado AMOR.

Reflexão: Lembrem-se meninas, a gente não precisa de camaro amarelo, pra ser 'doce, doce, doce'. A gente já nasceu DOCE! E nem tampouco  beijar ESCONDIDO lá no banheiro. Somos sim, gatinhas, talvez assanhadas, sexy’s sem chegar a vulgaridade. Vamos parar de nos portarmos como aquelas do sexo frágil e deixar de ser nosso próprio algoz. Basta de ser mais um número na agenda de alguém! Lembrar  de que a gente não precisa de ninguém que não sabe o nosso valor como mulher. Somos prioridades. As únicas prioridades!

Homens, vocês tem que entender que não é quem não tem dinheiro que é primo primeiro de cachorro e sim quem tem um mau caráter. Que para mulher de verdade não importa se é de dodge ram ou de fiorino. Que ao invés de encher e derramar copos de bebidas, deveriam fazer isso com suas mentes! Mulher tem tara por homem inteligente e não por um corpo bonitinho, musculoso e vazio.


Por Paula Kaline
semessadeamelia@hotmail.com



segunda-feira, 25 de junho de 2012

[...] Uma vida tem que ser vivida ...

“Ô minha filha, as suas dores não são as maiores do mundo e nem vão ser. Sacode a poeira. Toma um banho de rio. Abre essas asas. Grita alto, chora baixo. Pula alto e cai de cara. Desenha toda a beleza do mundo. Compra uma caixa de lápis de cor e sai aí colorindo a vida.”
(Tati Bernadi)

Sabe, achava que os meus problemas eram os maiores do mundo.Claro, nós sempre achamos isso. Achei isso até começar a assistir televisão todos os dias, ver nos noticiários tantas histórias e aí mudei de opinião. Mudeiquando vi tanta miséria que existe nesse mundo. Enchentes, mortes, seca, fome, violência, corrupção e a última: o empresário Marcos Kitano Matsunaga que foi esquartejado pela esposa em seu apartamento.Nossa, isso pra mim foi a gota d’água. Daí eu pergunto, onde está o amor?

Na verdade, o meu tema não é sobre mundo e nem misérias alheias, apesar de elas me entristeceram grandemente. Relaciono a esse pequeno verso da Tati Bernadi e o comparo um pouco ele com a minha história. No final de 2010 e começo de 2011 passei por uma “barra” pessoal, tive principio de depressão e juro, pensei que fosse morrer. E no meio de tantas pessoas, as que eu menos esperava me deram a mão e dizia: ‘Você ainda vai ser muito feliz’.

Eu, lógico, não acreditava, e perguntava a Deus: Porque isso? Até um dia em que fui à igreja, um rapaz que jamais tinha visto me olhou e disse: “Muita gente quer te ver em depressão, em cima de uma cama, mas você não está só. Deus sempre estará ao teu lado. Essa médica não vai te dá remédio controlado. Você não nasceu pra cair. Se levante, pois a vitória é sua!”

Geeeeeeeente, naquela hora eu não sentia minha perna e só chorava e dizia pra Deus: “Hoje eu me levanto pra nunca mais cair, porque eu sei que quem começou a boa obra é por mim e eu sei quem cuida de mim.” Pronto! Isso lavou a minha alma. No outro dia tinha uma consulta marcada com a minha psicóloga, (que parecia mais uma amiga, de tantos conselhos que me deu) e disse a ela: “Dra. Eu já estou boa, não vamos precisar fazer hipnose, Deus curou meu coração.” Ela me olhou, deu uma risadinha e disse: “Mas vamos continuar as consultas.

Fui apenas mais uma semana e ela me liberou dizendo: “Faça da sua vida o seu ÚNICO mundo. Sorria sempre mesmo que seja difícil, ame novamente, chore quando quiser.As lágrimas servem pra lavar a alma e os olhos.Faça compras, compre roupas novas, a partir de hoje você é uma nova mulher!” Realmente sai de lá renovada, limpa. Indo pela orla, olhava aquele mar respirava e repetia várias vezes: “Agora eu uma nova mulher, agora eu sou uma nova mulher. Agora eu sou uma nova mulher.”

A minha mãe, que já tinha figura de protetora se tornou uma heroína.Minha vó, que brigávamos por besteira se tornou uma grande amiga e companheira, uma amiga de infância se tornou uma irmã, uma cápsula protetora e minhas tias umas anjinhas (risos). Algumas pessoas se tornaram bruxas, outras, malvadas e muitas congelaram o meu amor por elas, infelizmente.

Aí vocês me perguntam: Grace, você veio desabafar? ... Não caro leitor (a), vim te dizer que a pior doença e o maior problema é o da alma, e ainda assim eles podem ser curados se tivermos FÉ.É meu caro (a), a FÉ é rir de todas as impossibilidades.




Nessa caminhada aprendi muita coisa e lhe digo: ame como se fosse seu primeiro amor. Grite, fale baixinho quando necessário, sorria muito sempre que possível, o sorriso é o melhor remédio dizem alguns especialistas. Chore, de preferência de alegria, mas se for de tristeza, chore também, pra lavar a sua alma e trazer brilho aos seus olhos. Cante, não precisa ser com a Beyoncé, mas cante afinal, quem canta seus males espanta.Vá a praia e use fio dental se gostar, porque não?

Insatisfeita com seu corpo mulher? NÃO FIQUE. Você é linda do jeitinho que você é, acredite em mim. Corra sem pressa, corra como um exercício, ande devagar porque na vida já tivemos muita pressa. Trabalhe, o trabalho é a fórmula para o sucesso. Descanse seu corpo, ele é a sua energia diária viu? A sua ferramenta de trabalho, ele te mantém de pé.

ORE! Converse com Deus, ele é o único que realmente sabe o que se passa dentro de você, Ele realmente se importa com você.Antes de você contar pra Ele, o Senhor já sabe o que você vai pedir, dizer, desabafar e já está tratando de te responder. Ele é Deus e Ele é fiel. Seja feliz meu caro (a), seja muito feliz, a vida é muito para ser tão insignificante.A vida é um presente. Olhe pela sua janela todos os dias de manhã, levante sua cabeça para o céu e agradeça a Deus por mais um dia de vida.E peça pra Ele participar do seu dia.

Ame a pessoa que vive ao seu lado, seu companheiro, seu cônjuge ou sua mãe, seu amigo (a), sua avó, seja quem for, mas ame ... Porque você sabe que se você cair esse alguém vai estar ao seu lado pra te levantar.Viva! Seja você e acredite que você é um ser precioso pra Deus.

E uma dica:"Anota num papel e cola na geladeira: DESAPEGUE dos detalhes. Gargalhe. Não se importe. Seja egoísta. Confie em você. Não fique com medo antes que aconteça. E sempre: cuidado com quem se importa de verdade." (Tati Bernardi)
Fiz isso durante muito tempo e hoje está gravado em minha memória, pra sempre!




Grace Sena
Colaboradora
semessadeamelia@hotmail.com

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Um anjo do Céu

O primeiro olhar (Parte Final)

Primeira vez que nos olhamos. Fiquei impressionada é com o convite. Alguém aí já viu um primeiro encontro na igreja? Pois é, esse meu foi. O primeiro convite dele foi para me levar para a Igreja. E eu? Eu fui ué! Um culto lindo, de Deus assistimos. Quando ele me deixou em casa ficamos. E eu achando eu que ele era como aqueles molecotes com quem eu ficava quase sempre sem nenhum compromisso.

Romântica como sou fui logo dizendo a ele “não se apega não viu ninho, que a gente só tá se pegando mesmo”. Ele, com toda paciência me respondeu que tudo bem. “A gente se controla”, ele me disse. Tenho uma amiga que sempre me dizia que se um dia eu beijasse alguém e conseguisse ouvir uma música (som do seu coração) eu iria me apaixonar. Nunca levei isso a sério, afinal as músicas que eu ouvia quando eu beijava eram as de Black Style e afins (dá pra vocês teem uma noção do nível da coisa rsrsrs). Mas com ele eu ouvi um som diferente. O coração parecia que ia sair da garganta, minhas pernas trêmulas. Eu estava eu ali apaixonada, sem saber o que fazer.

E agora, pra falar com ele que eu não queria mais brincar de pegar o novinho? Os dias foram passando e as nossas conversas, sonhos, planos se encaixando cada vez mais. Olhava pra ele com os olhos cheio de amor, tocava em sua pele aveludada, seus cabelos macios e sua voz estremecia minha alma. E sabe que eu ainda acho que antes de conhece-lo eu já o amava.

Um dia, me ajoelhei e falei com o meu Senhor:
- DEUS, é ele Deus! O Senhor está me ouvindo, eu quero esse homem pra mim! E eu não sei como chegar nele, do meu jeito não vai funcionar. Se eu sozinha for falar que eu tô gostando dele, não vai dar certo, mas Tu és Deus. Se o Senhor for falar com ele, é certeza da vitória. Vai lá Deus, nem fala mais nada,  só enche de amor o coração daquele homem por mim. 
E Deus sempre bradava em meu ouvido:
- Eu vou lá minha filha, mas com ele é diferente, você está me ouvindo? Com ele não se brinca, você está me entendendo?
- Sim Deus, o Senhor vai ver se eu não vou fazer desse homem o mais amado dessa cidade.
E assim, Deus ouviu minha oração e a cada dia vem  brotando o mesmo sentimento no coração dele. E o que era o mar gelado, hoje eu já contemplo uma ilha.

Essa não é umas das minhas histórias, com finais certos, decididos. Não mesmo. A história ainda está sendo escrita. E como a de Thalles Roberto (aconselho a vocês buscarem saber quem é ele no pai dos burros em rede, o Google), a minha e a desse homem está sendo desenhada pela mão de Deus.

Hoje, quando eu falo o que sinto por ele as palavras se tornam um nada diante da grandeza dos sentimentos que moram em mim.  Ele é tão homem que me faz querer ser a maior mulher do mundo.  Ele é simples, diferente de tudo e de todos que eu sonhei pra mim. Por ele eu abro mão dos títulos, das riquezas terrenas, dos bens materias e me encho de orgulho de viver para Deus, para ele. Com ele, eu estou aprendendo o que é recomeçar. Ele é um milagre,  o meu milagre. "As nossas vidas se encontraram, obrigada meu Deus".

Por Paula Kaline
semessadeamelia@hotmail.com

segunda-feira, 18 de junho de 2012

A História de nós dois

Parte I 

Certo dia, depois de uma dia inteiro de reggaes (daqueles que a gente volta travadinha da balada) eu sai respondendo todas as graçinhas no bate-papo do face. Quer dizer, eu sempre fazia isso quando tava mais pra lá do que pra cá da realidade (trabalho com a sinceridade). Apois, tudo começou nesse dia. Fala com um, ri pra outro, ressucita os ex’s... Nesse blá blá blá, apareceu alguém que me chamou atenção. “Opa, quem é essa pessoa que não me chamou de delicinha, e nem elogiou minhas curvas, e nem procurou uma graçinha?”, foi o meu primeiro questionamento. Congelaaaa!!!!

Aí veio primeiro um boa noite, depois veio o tal de vc é linda e assim uma hora de conversa. E quanto mais eu conversava mais ele proferia palavra amavéis. Pensei: “Ninhooo, onde é que tú tava que eu nunca te vi por aqui?” E assim, comecei meu processo CSI (é investigação mesmo). Comecei a fuçar o face do novinho e com aquela pulga atrás da orelha que teimava eu não sair de lá por mais que eu quisesse. “Rum, bonito, educado... Isso deve ser bem casado ou enrolado com alguma barraqueira”. E logo veio mais um surpresa, o moço era solteiro. E o que me restou depois de tanta conversa? Fui dormir com isso na cabeça e prometi pra mim mesma que no outro dia cedo eu iria excluir essa tentação. “Esse menino não é Deus”, resmungava equanto dormia.

Acordei cedo, nem escovei os dentes e já tava eu ali, com o netbook nas mãos, querendo saber mais do novinho. Lembro que deixei a janela do inbox dele aberta e fiquei esperando só o momento da bolinha verde da esperança acender. Depois de horas, olha o verde. Pensei em esperar ele falar comigo primeiro, mas quem disse que aguentei? Tava ansiosa pra saber mais e mais ao seu respeito e depois de horas e horas de conversa, descobri que o moço, além de ser aquilo tudo que eu pedi a Deus, era praticamente meu vizinho. E o que me martelava, era que tinhamos tantos amigos em comum e não nos conheciamos. E uma serie de perguntas eu fazia a Deus esperando a resposta que ele mesmo me respondia. Era bom demais pra ser verdade.


Continua...


Por Paula Kaline

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Tudo começou no Ano Novo...


No dia 31 de dezembro de 2011, na contagem regressiva, com os olhos encharcados de lágrimas, vendo aquela queima linda de fogos e uma multidão ansiosa esperando a entrada do novo ano. Me desliguei de tudo e me liguei nos céus e fiz um pedido a Deus. Desenhei com todos os detalhes o homem que eu queria amar. Chorei como criança que esperneia diante de um pai pra ser ouvida. Enquanto isso ouvia o povo pedindo mais saúde, casa, carro, até pra ganhar na mega. Podem rir! Eu sei, eu tava ali pedindo apenas um amor.
Voltei pro apartamento onde estava com os amigos e vi o primeiro dia do ano chegar, mas não vi minhas expectativas com ele. Senti-me como uma mãe desnaturada, abandonando todas elas. No decorrer dos meses conheci algumas pessoas, mas ninguém que balançasse minha estrutura. Amém por isso, então desisti. Tornando assim, a falar com Deus que daquele dia em diante eu cairia na bagaceira. Não perdia um fim de semana, todos eram articulados e cheios das mais bonitas e gostosas surpresas (tô falando de homem mesmo). Mas o detalhe, é que voltava pra minha humilde residência e não encontrava nem um Teló pra chamar de meu. Eu estava com o coração vazio e as lágrimas escorriam... Vazio. Alguém sabe o que significa se sentir vazia?
Grandes surpresas ainda me esperavam. Será que aquele vazio teria fim? E eu? Eu merecia que ele tivesse fim? Só sei que o ano ainda não havia acabado. E eu descobrira tantas outras coisas... provaria a fidelidade desse Deus que ouvia cada uma das minhas orações. Conhecia a sinceridade do meu coração, ainda que eu não merecesse.
Por Paula Kaline. 

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Uma doce verdade...Mentira!

Uma vez li uma conversa entre um filósofo e o seu aluno, mais ou menos assim: “A verdade não existe, é mentira a verdade existir”, afirmou o filósofo. O aluno respondeu prontamente: “Então se é mentira a verdade existir e se isso for mesmo verdade, então a verdade existe! Nem que seja só essa, mas existe!”.

Mentira é: "Afirmar aquilo que se sabe ser falso, ou negar o que se sabe ser verdadeiro: mentir vergonhosamente. Enganar, iludir; ludibriar. (Palavras do pai dos burros).

Mentir é contra os princípios de muitas pessoas e é um um grande "pecado" em muitas religiões (quem é o pai da mentira?). As tradições éticas e filósofos estão divididas quanto a se uma mentira é alguma situação permissível.

E porque é que mentimos? Normalmente, as pessoas mentem para esconderem aspectos que as envergonham, ou dos quais não se orgulham. Por trás de cada mentira costuma existir uma mágoa, um escândalo (uma baixaria), uma ferida (aberta) corrosiva…

Cada vez que mentimos estamos a afirmar a nós próprios aquilo que gostaríamos que tivesse acontecido, como se de um bálsamo se tratasse. Talvez seja por isso que as mentiras viciam, por serem uma espécie de ópio que nos leva acreditar não nos fatos, mas na ficção proposta. (quem mente, de tanto mentir..acaba vivendo em um mundo de mentiras e acreditando nelas)

Há até quem afirme: “Vou fingir que acredito”, ou, “Engana-me que eu gosto”! Vivemos tempos tão confusos que por vezes até preferimos ser enganados a enfrentar a verdade!

Coloca-se a questão das “mentiras brancas”, (Não to falando de armas), daquelas que servem para “ajudar”, serão mesmo apaziguadoras? É que até essas inverdades, um dia podem vir à tona e ser de estrago imenso. A verdade é que a mentira sendo viciante, também é devastadora. Não só para os enganados, mas principalmente para o mentiroso. Creio que somos canais das nossas palavras, que por sua vez são a expressão daquilo que somos.

As palavras que dizemos são a verbalização do nosso carácter, do nosso ser… A verdade por mais dolorosa que seja, vai ser sempre a melhor saída.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

É AMANHÃ!!!


Está chegando à hora meus amigos comunicadores! É amanhã! Eu, Paula Kaline, candidata a rainha da Micareta de Feira de Santana 2012 convido, ou melhor, INTIMO todos vocês a estarem comigo nessa linda homenagem que pretendo fazer aos comunicadores de Feira de Santana.

Como já contei a vocês o meu objetivo quando decidi participar desse concurso era o que homenagear o meu amigo Alex Pessoa que sempre me incentivava a participar e no ano passado nos deixou. Agora infelizmente para a nossa tristeza a nossa querida Aparecida Machado, Cida para os mais íntimos deixou o jornalismo feirense órfão. Com Cida não há aquele que não aprendeu a amar a profissão e digo mais, amar a vida.

Cida era alegria, era luz e vivia intensamente cada segundo da sua vida. Parece até que sabia que nos deixaria cedo. E é essa alegria de Cida que devemos perpetuar. É esse legado, o de amor, felicidade e de saber guerrear, que devemos trazer para nossas vidas. Cida foi uma lição que todos nós devemos aprender e apreender a cada dia.

Tenho orgulho de ser blogueira, tuiteira e de alguma forma representar a imprensa feirense. Essa categoria tão guerreira, que enfrenta dificuldades das mais diversas formas, mas que a cada dia faz do levar informações à população um ofício de vida. E é por isso meus amores que quero todos vocês lá, ao meu lado. Com vocês pertinho de mim já me sinto vitoriosa. Até amanhã rumo à vitória!

Por Paula Kaline

sábado, 17 de março de 2012

De Paula para Kaline



É com TESÃO que comemoro esse mês de Março. Tesão de existir, de ser feliz. Voltando às origens, me tornando cada vez mais o "eu" que quero  ser, sem imposição. Retomando a minha vida (causando os sentimentos), andando em direção aos sonhos. Um novo amor em andamento, novas amizades surgindo e um desapego MASTER tomando conta de mim. O "foda-se" sempre acionado (não ligo pro que os outros falam, ou pensam). Engraçado, aquelas outras partes de mim, que um dia andou perdida pelo mundo, em conflito com alguns sentimentos, elas parecem ter ouvido "o chamado" da minha restituição, do meu encontro matinal com Deus. Vozes antes caladas ou distantes, chegaram novamente aos meus ouvidos (como letra de uma canção bem tocada). E Deus, sempre sussurrando em meus ouvidos; "Não temas, eu te escolhi"... Esperei paciente, como uma criança esperando a resposta do seu pai . Chego a me arrepiar com a sintonia que existe entre eu e o meu Deus (é amor). Meus lindos, é com lágrimas nos olhos, voz engasgada de alegria e com a respiração entrecortada e o rosto suado que anuncio: estou quase lá, chegando nos meus 26 anos (de luta, de provações, de coragem, de trabalho, de choro, de piadas, de desejos, de amores, de cumplicidade, filha e as vezes mãe, de menina, de mulher). Sigo renascendo (Todo ser humano precisa renascer, ao menos uma vez ao ano).


Por Paula Kaline




                                                            


"Onde foi ruína... pássaro ferido, hoje é paraíso" #Fênix

quinta-feira, 15 de março de 2012

Rumo ao título de Rainha da Micareta de Feira de Santana 2012


Fiquei incumbida de falar sobre ela. Aí fiquei pensando, pensando e pensei tanto que a criatividade deu um tilte! Deus, o que falar sobre alguém como ela? Deixei para o dia seguinte. No dia seguinte percebi que essa seria uma dúvida de todos os dias. Não que ela seja uma pessoa duvidosa, isso definitivamente não faz parte do caráter dela. A dúvida era: como descrever em palavras um ser humano indescritível?

Resolvi apenas falar do coração. E comecei a escrever sobre Paula Kaline. Reafirmar os atributos físicos dela é redundância. Isso é algo óbvio, é só olhar para ela. Mas nem todos têm a possibilidade de conhecer o tamanho do seu coração. O quanto ela é fiel, leal, companheira. O quanto ela ama, perdoa, luta, guerreia. A primeira vista você pensa: rum, essa é a futilidade em pessoa. Experimente conhecer. Acredite, será uma grata surpresa. Daquelas que você não tem vontade de esquecer, de querer sair de perto NUNCA.

Uma coroa? O que é uma coroa diante de você. Ser rainha? Você já é. Rainha de teus amigos, daqueles que verdadeiramente te amam e que querem a tua felicidade. Tornar-se Rainha da Micareta de Feira de Santana 2012 só será uma justiça que será feita a você. Um reconhecimento do teu amor e da tua dedicação por essa terra. Terra essa que você defende com unhas e dentes quando alguém tenta falar mal. Terra essa que você sonha em que cada dia seja mais justa e linda para os seus moradores.

E mesmo que você não seja, você jamais será perdedora. Em meu coração não existe mulher que possa representar melhor essa cidade do que você. Em meu coração o seu trono é ‘indestronável’. E no coração de todos aqueles que como eu te amam incondicionalmente como eu irmã...

Vamos à luta! Rumo a VITÓRIA!

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Continuo

E as nossas leitoras continuam nos matando de orgulho. Mais um texto sensacional!



Continuo a mesma. Continuo no mesmo endereço desde que nasci. Continuo com as mesmas árvores de folhas sempre verdes na calçada. Continuo na mesma casa, que mais parece um bosque. Continuo com a mesma janela que dorme aberta. Continuo com o mesmo nome, o mesmo sobrenome, RG, CPF, e Título de Eleitor. Continuo com o mesmo celular. Continuo com o mesmo jeito direto que assusta algumas pessoas. Continuo a mesma boba que sorri de nada. Que faz bico quando chora.

Continuo com o mesmo jeito nada tímido de falar com as pessoas. Continuo com a mesma cautela. Continuo com um exagero abusado e um drama para achar graça. Continuo falando bobagens. Continuo acreditando nos amores. Continuo quebrando a cara. Continuo brincando de ser feliz. Continuo eternizando letras. Continuo a ser loucamente apaixonada pela lua cheia. Continuo com minhas insônias ou sono demais. Continuo com minhas defesas, medos, desesperos. Continuo vivendo muito para dentro.

Continuo sem paciência para o social. Vez ou outra dou uma de João Gilberto. Continuo crítica, principalmente comigo mesma. Continuo azeda, mas muito doce quando doce. Continuo do contra. Continuo tomando remédio pra dor nas costas e viro a pessoa mais sonolenta do mundo sob o efeito dessa droga. Continuo séria. Continuo sorriso. Continuo com o joelho direito me perturbando. Continuo a fazer telefonemas de carinho ali no quintal, olhando para o céu. Continuo viciada em Negresco e a achar Uma Prova de Amor o melhor filme. Continuo a reclamar do calor. E se faz frio, reclamo do frio. Continuo a preferir o inverno.

Continuo fã de sorvetes com leite em pó. Continuo a me apaixonar todos os dias. Continuo a sofrer para pisar no chão e deixar a fantasia de lado. Continuo descaradamente Sincera e Franca. Continuo com umas coragens insanas. Continuo a irmã mais velha, não importa quanto os meus irmãos já estejam adultos. Continuo a perder a conta de quantos sonhos tenho. Continuo sendo várias, depende de quem me chama. Continuo louca por abraços. Continuo a ouvir as músicas de Nando Reis, Caetano e Maria Gadú incansavelmente. Continuo a sorrir dizendo que não tem nada a ver quando algo nao me agrada. Continuo a fingir que não tenho medo de avião. Continuo a pensar poesia dentro do carro. Continuo a me preocupar com as revoltas naturais do mundo.

Continuo com o mesmo perfume. Continuo sedentária, apesar das promessas. Continuo a trocar cinema por livro. Continuo lendo a Bíblia. Continuo a cobrir meu corpo inteiro quando durmo.Continuo odiando filmes de terror e adorando comédias românticas bem melosas. Continuo obviamente inocente para as maldades do mundo. E chata. E Teimosa. E arrogante. Continuo vivendo no mundo da Lua. Continuo calada quando muita gente fala ao mesmo tempo. Continuo essencialmente MPB e Bossa Nova. Continuo sempre com um trident de melancia na bolsa. Continuo a escrever cartas. Continuo a achar estranho unhas dos pés pintadas de vermelho.

Continuo a tomar banho fervendo, mesmo no Verão. Continuo a escovar os dentes e andar pela casa toda enquanto isso. Continuo com a letra quase ilegível, apesar de achá-la linda. Continuo a procurar erros de português em todos os cantos. Continuo a me sentir nua sem brincos. Continuo sarcástica. Continuo ótima ouvinte. Continuo sensível demais. Continuo insensível demais. Continuo achando sexta-feira o melhor dia da semana. Continuo acumulando leituras indicadas. Continuo a achar que chuva forte é aplauso. Continuo com inveja das pessoas que gostam de certos legumes e continuo amando leite gelado com Nescau. Continuo a ganhar o dia quando me dizem que andei emagrecendo. Continuo com meus cachos. Continuo a não usar batom. Continuo a achar A Menina que Roubava Livros um dos livros mais lindos que já li. Continuo preferindo a calça jeans. Continuo a achar melancia a fruta mais gostosa desse mundo.

Continuo apaixonada por Girassóis. Continuo achando que preciso usar óculos. Continuo com preconceito musical. Continuo com preguiça de gente. Continuo com saudades imensas de um lugar que ainda não conheço. Continuo a sorrir quando vejo uma câmera fotográfica. Continuo a sentar na grama. Continuo a me tranqüilizar quando a chuva cai lá fora. Continuo na minha sozinhez. Continuo a brigar com minha escolha profissional, amo o que faco e onde trabalho, mas ainda hei de ser advogada. Continuo a amar loucamente minha filha e meu filho. Continuo a querer ser pedida em casamento todos os dias. Continuo a achar que catchup, e chocolate são invenções dignas. Continuo Espírita. Continuo a ter que me cobrir da cintura até os joelhos, mesmo que o calor seja imenso, ou então não durmo.

Continuo a não ser mulherzinha. Continuo a não ter amigas mulherzinhas. Continuo a ter crises de enxaqueca durante implosões. Continuo a tirar o esmalte com os dentes deixando o chão cheio de pontinhos vermelhos, quando ansiosa. Continuo solta. Continuo amante de praias. Continuo achando que sair com minhas amigas pra beber vinha é o melhor programa do mundo. Continuo descabelada quando acordo. Continuo dormindo com o MP3 ligado e agarrada ao meu sapo de pelúcia. Continuo a contar meus mais amigos nos dedos da mão direita e esquerda. Continuo com doses de melancolia. Continuo a voar para dentro das pessoas quando vejo pedacinhos meus por lá. Continuo sendo apaixonada por Deus e tendo uma Fé inabalável. Continuo a chorar de repente, e assim ver o choro me aliviar. E depois, planto sorrisos. Continuo a me gastar de maneiras lindas. E a contabilizar meus pedaços assim, todo dia a cada fim de mês. Que eu escolhi para meu. Que me recebeu, com suas dádivas. Toda essa promessa de vida. E vários corações.


Por Emilia Lima
Colaboradora
semessadeamelia@hotmail.com

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Como esquecer alguém que não te faz bem

Nós mulheres temos a mania de sermos burras. E sempre colocamos a culpa no pobre do coração. Não, a culpa não é dele. No final somos nós mesmas que escolhemos por quem nos apaixonamos. Somos nós que permitimos que alguém, seja ele um bom homem ou não, entre em nossas vidas. Como? Simples. Quando você se deixa levar. Levar essa máxima de Zeca Pagodinho de que “deixa a vida me levar” com assuntos do coração definitivamente não é uma boa.

Mas vamos falar especificamente sobre os cafajestes que tem sido o nosso mote incessantemente. Vamos aos motivos. Por que nós nos apegamos? Mais simples ainda. Deixamos nos levar. Pelo sexo, pelas palavras bonitas, pelas atitudes enganadoras. “Mas Karol, a Kaline já fez um texto sobre isso. Tá copiando ela?”. Não. Apesar de sermos amigas a Kaline é infinitamente mais esperta do que eu. Uhh, e põe esperta nisso. Um homem pra enganar ela tem que ser O CARA. Eu não, sou mais coração. Sou enganada facilmente.

Mas voltemos ao texto e a sua possível cópia. A diferença entre o texto de Kaline e o meu é: esse é um breve relato de uma mulher (trouxa, admito) que foi enganada por um espertalhão desses que tem por aí. Pior (ou melhor, sei lá) é que ele é leitor do Blog então conseqüentemente ele vai saber que é ele. Espero que sirva pra ele de alguma forma.

Há pouco mais de um ano revi alguém com quem mantive uma relação há oito anos. Terminamos por vários motivos. Uns diziam que era amor demais e por isso não conseguíamos manter uma relação digamos assim estável. Brigas excessivas, ciúmes e imaturidade levaram ao fim do relacionamento. Sofri da minha forma e pelo que fiquei sabendo ele sofreu mais. Mas fomos adiante. Ele era incrível! Um amigo como poucos (daqueles pra todas as horas, no que fosse necessário), um filho amoroso (era o que mais amava nele, a união que via em sua família e principalmente a proximidade dele e da mãe já que até hoje eles são os melhores amigos) e o principal: amoroso ao extremo. Aí vocês me perguntam: por que você não ficou com ele? Mesmo com apenas cinco meses de namoro a relação se desgastou. E volto a bater na mesma tecla: éramos exageradamente imaturos pra entender tamanho do sentimento que tínhamos em nossos corações. Eu principalmente. Me via confusa, sem saber o que fazer. Ele deu suas mancadas, mas não o culpo em nenhum momento afinal também não fui perfeita.


E eis que o sentimento brotou mais uma vez em meu coração. O que eu fiz? Como mulher corajosa que sou corri atrás. Certo que tarde, mas segui meu coração. Uma coisa que deixei de contar quando fiz um relato da minha cirurgia foi um dos grandes motivos: ele. Imaginar que poderíamos voltar a termos aquilo que tínhamos antes, mas com a maturidade que veio com a gente durante todos os anos passados me impulsionou e me fez tomar coragem de fazer coisas em minha vida que eu nunca imaginaria que seria capaz de fazer. E esse mérito dele não tiro, ao contrário, agradeço.

Tentei de todas as formas fazer com que ficássemos juntos. Amei esse homem da forma mais pura e linda que pude. Atravessei o Brasil pra encontrá-lo, pra mostrar a ele a Karol que sou hoje. A mulher que me tornei depois de tantos anos. Fui lá e me entreguei. Dei a cara a tapa. Sem arrependimentos. E ainda hoje não me arrependo. O que descobri? Que eu não era a única na vida dele. Ou ao menos a quantidade era inúmeras vezes maior a que eu achava que existia. Que como eu, ele enganava a todas. E ainda era obrigada a ouvir esse homem dizer que dentre todas elas eu era especial apenas por que fui sua primeira namorada. E permiti que fosse enganada por muito tempo. Me iludia, sofria como uma condenada, chorava, ficava esperançosa, perdia as esperanças. Um turbilhão de sentimentos e emoções. Quase enlouqueci. E me matava por dentro a cada vez que me questionava: o que eu tenho de errado?

Nada Karol, você não tem nada de errado! Apenas não é ele! Repeti isso pra mim um trilhão de vezes, até que me convenci. Era o meu mantra diário. Repetia mais ainda a cada situação que ele me fazia passar. A cada namorada, a cada palavra mentirosa, a cada tentativa de me iludir. “Ele não é pra você”. E repetia, e repetia, e repetia... Com aquela dor indescritível, com lágrimas nos olhos repetia cada palavra.

Quanto ao amor? Amei sim. De verdade. Ele que não valorizou. Perdeu. E eu? Segui em frente. E continuo com aquela frase que repito milhões de vezes quando vejo alguém sofrendo por amor: “Isso passa”. E passa mesmo. Sou a prova viva disso! Dêem-se novas oportunidades, vão viver! Divirtam-se, trabalhem, ocupem suas mentes com algo produtivo. O tempo passa que nem percebemos. Eu tive um plus nessa história toda que não sei que vocês poderão ter: uma irmã de alma chamada Paula Kaline. Uma amiga com amor verdadeiro por você te tira de qualquer fundo do poço.

E a ele? A você só desejo amor. O amor que um dia tive por você. O amor que um dia CONSTRUÍMOS com tanta imaturidade e que quis de volta com cada célula do meu ser. Que você seja feliz. E eu também, claro!


Por Karoliny Dias
semessadeamelia@hotmail.com

Eu não vou fazer nada que você não queira... COMO?!




Quem nunca ouviu essa frase que atire a primeira pedra. Pois é, essa conversinha bonitinha há anos não engana mais. É aquela história do carinha que tá doido pra comer a mocinha e fica na frente do espelho "matutando" como vai ser feito o serviço, já que a mocinha é toda tirada a puritana. Sempre fui uma mulher muito bem resolvida e direta (tô longe de ser taxada como piriguete, tá gata?), nunca gostei dessa conversinha chata, cheia de blá blá blá. Uma mulher inteligente sabe reconhecer de longe quando o cara só quer tirar aquela famosa lasquinha, ou seja, comê-la. Já dizia a minha mãe (santa sabedoria materna): “primeiro eles te dão a comida e depois te comem”. E minha mãe não tava sendo radical quando soltou essa frase (ensinamento).

Observem que no primeiro dia, o cara prepara todo aquele ritual da conquista. Jantarzinho regado a um bom vinho, uma série de elogios que parecem um bombardeio, deixando o coração da mulher frágil (abestalhado) e completamente derretido. Depois de ter alimentado a sua presa em todos os aspectos, começa a parte que eu não suporto: o xavequinho pra levar pra cama. A mulher entra no carro, e vale ressaltar que o moçinho é quem nesse caso abre a porta para a princesa entrar (puro romantismo). E aí começa uma longa viagem...

Ela coitada, já tonta por conta daquele vinho adocicado (que ele jurou que quase não tinha álcool) fica a mercê. Então começa aqueles beijinhos ardentes, mordiscadas no pescoço, a típica língua no ouvido e uma porção de palavras lindas e excitantes. Então ela diz que não quer, junto com a desculpa esfarrapada do “ainda não é a hora certa, hoje é só o nosso primeiro encontro, ou vamos parar por aqui”.

Ele, que não é bobo nem nada, pára. E depois começa a tentar tudo novamente. Vale aqui lembrar que essa é a parte onde o casal ainda tá no carro. Daí que vem o baratino dele: namorar na rua é tão perigoso e começa a contar casos fictícios de acontecimentos com casais no carro, à mulher mais uma vez insegura é a primeira a se amedrontar e peca quando diz: “Então vamos sair daqui ao invés do seco me leve pra casa”. Ouvindo a frase que ele buscou desde o ensaio no espelho, ainda em casa. Finalmente é a hora de fazer aquele convite formulado por aquela velha frase clichê: “Vamos ao motel, só pra namorar e eu juro que não vou fazer nada que você não queira”. É nessa hora que digo meninas prepare-se, ele vai te comer. Ela aceita e o resto da historinha nem precisa eu contar (eles copularam).

Já fui umas duas vezes ao motel e não fiz nada. Certa vez o cara fez todo esse teatro citado acima e achei justo dar o troco nele, não dando aquilo que ele queria, mas deixei o pobre ir à loucura e fiz diferente dele. Quando o mesmo me perguntou por que não ia rolar, a bonita aqui jogou na sinceridade: “Simples, porque não tô afim”. Fui curta e grossa. Os homens de verdade, são mais diretos. Sabem fazer a coisa de um jeito tão envolvente que a mulher às vezes nem espera o convite e seus clichês. Ele consegue arrancar, através do olhar, do beijo que a mulher tá querendo sexo. Toda mulher tem um jeito diferente de dizer que tá afim de transar, algumas com um olhar mais sacana, outras através de um toque (seja lá onde for). Ainda tem aquelas que pedem de forma sutil, sem ser vulgar, de um jeito carinhoso (tira a calcinha no meio do jantar e coloca em cima da mesa rsrsrsr, tô só brincando).

Reflexão: Então meus meninos, não paguem de babaca. Dispensem esses clichês. Ousem, sem parecer cretinos, aproveitadores. Sem usar uma boa imagem pra impressionar e depois de comer e tchau. Não sejam animais. Sexo é bom, quando se tem desejo, vontade de ambas as partes. Deixem as coisas acontecerem de forma natural, sem forçar a barra. Homens que se portam desse jeito conseguem sim comer várias mulheres, mas só um vez. E o pior, não marcam de forma que a mulher nem lembra que foi comida por ele. É aquela onda de entrar na lista sabe?! Vocês descarregam toda a sua energia, mas o coração continua vazio. Lembrem-se que isso aqui é vida real e não um teste de elenco da novela das 8. Não sejam teatrais esqueçam as artes “cínicas”. Nós mulheres agradecemos. Obrigada! Sem mais.

Por Paula Kaline
Semessadeamelia@hotmail.com