sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Não cabe o talvez... É preciso decidir!



Talvez eu não consiga expressar a profusão e confusão de sentimentos que invadiram meu peito. Não pretendo construir um discurso emotivo- sensacionalista, fato é que, quando o assunto é sentimento não existem regras, cada um ama, sente, vive e sofre ao seu modo. Uns mais, outros menos... Depende unicamente do ponto de observação. E quando o autor do texto é também o protagonista, o desafio de não inundar as linhas com pensamentos e sensações é quase utópico.

Talvez essa seja a melhor fase do meu relacionamento; eu e ele estamos provando e provocando um no outro, sentimentos únicos no conceito, mas dependentes entre si. Estou falando de afinidade, respeito, cumplicidade, companheirismo, e muita, mas muita paixão. Essa história merece ênfase, afinal, AMOR hoje em dia é raridade.

Talvez eu esteja tão envolvida a ponto de usar um dos clichês próprio dos apaixonados quando estão no ápice do envolvimento, “não consigo viver sem ele”. A nossa fixação é tão ardente que dispensa palavras. Basta um olhar, um toque, ou simplesmente ouvir em meio a um beijo, até no mais simples, o som que se propaga da respiração... Basta tão somente estarmos juntos, ou não, porque até mesmo a voz ao telefone desencadeia no outro, reações físicas próprias de um casal cheio de sintonia.

Talvez seja porque estou tão ligada a ele, que todos o tenha incluído em todos os meus planos. Cheguei a ponto de não mais conseguir me planejar sem que ele faça parte, até mesmo em situações aparentemente banais.

Compartilhamos fatos e casos do nosso dia a dia. Coisas sérias e engraçadas; colhemos como flores nossos sorrisos e lágrimas; nos contagiamos com nossas alegrias e tristezas. Nos apoiamos tanto, a ponto de não medir esforços para resolver até mesmo problemas individuais. E tudo nele me interessa, e a recíproca é afirmada após cada desafio enfrentado juntos.

Até mesmo as nossas birras parecem sorrir uma com a outra e dizer: - Você se faz resistente porque sabe quão gostosa é a nossa reconciliação. E é exatamente assim, quando nossos olhares imploram pelo fim da discussão e o silêncio atua como um juiz conciliador, que é hora de ceder e compensar o tempo perdido. E aí, dispenso as palavras e deixo as conclusões a cargo da imaginação de vocês, principalmente de quem viveu ou vive um amor tão grande quanto o meu.

Agora, não cabe mais o talvez, estou diante de uma decisão importante. Encontro-me perante uma oportunidade de ascensão profissional que, tenho certeza, vai alavancar minha carreira, me fazer desbravar, avistar novos horizontes e ir seguir em busca da realização do meu sonho.

Em contrapartida, terei de me distanciar fisicamente do meu querido. Aquele que preenche meus dias com sua presença. Claro que muitos vão dizer que o amor verdadeiro resiste até mesmo às intempéries de maiores proporções, e está além do tempo e espaço. E eu concordo com isso, embora ele não pense como eu. Para ele, a adaptação à distância é algo difícil de administrar.

Nesse momento, um filme passa em minha mente com todos os momentos que vivemos, e até aqueles que imaginei, aspirei que acontecesse, mas não tive oportunidade de concretizá-los. Preciso que ele saiba que não deixarei de amá-lo e o que pretendo ir em busca irá beneficiar a nós dois, basta que ele espere por mim.

Tudo já me faz falta, o cheiro da respiração, os beijos, os abraços longos e calorosos que trocamos de olhos fechados, o jeito, a voz, o andar, o olhar, o sorriso... Até então estive falando apenas das minhas angústias, e ele? Como reagirá diante da notícia? Tudo aconteceu tão depressa... talvez... Não, não cabe o talvez, é preciso decidir.


...E sinceramente, espero que ele me entenda.


Por Thaís Bahia
Colaboradora
semessadeamelia@hotmail.com

3 comentários:

  1. VOCÊ ESCREVE BEM. GOSTEI MUITO DO SEU TEXTO

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  2. Muito obrigada! Confesso que surpreendi-me com meu texto... Fui guiada pelo coração para redigí-lo e pela razão para decidir sobre o que deveria fazer. Thaís Bahia

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  3. http://pensador.uol.com.br/amor_arnaldo_jabor/

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