sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Por que se arrepender se é bem mais fácil cuidar?

Recebi de uma amiga um texto que me levou a refletir sobre algumas atitudes dos homens. Leiam na íntegra uma suposta carta de um homem profundamente arrependido por não valorizar sua namorada e ter que vê-la com uma performance altamente superior a tudo e a todos, fazendo com os homens o que corriqueiramente eles costumam fazer com as mulheres.

Talvez essas palavras sejam o que cada uma de nós desejaria ouvir um dia, dos “anjinhos” que dilaceraram nossos pobres corações. Sem lágrimas, queridas! Vale lembrar que “depois de uma tempestade, sempre a bonança...”



"Sabe essa garota que tá dançando lá na pista e você tá babando por ela, amigo? Minha ex namorada. Faz uns três meses que eu terminei com ela. Eu a traí todos os dias. E quando ela dizia que me amava eu ria.
Sabe essas roupas coladas e esse cabelo pro lado que ela tá usando aí? Ela costumava usar uma camiseta rosa e um shorts, com o cabelo preso pra trás. Mas ela não conseguia ficar feia, eu só não... sei porque nunca a disse isso.
Ela era louca por mim. Me mandava mensagem de bom dia, depois me lembrava de amarrar os cadarços que eu sempre esquecia, colocava sempre na minha agenda os horários do meu dentista e sabe como eu retribuía?
Vinha aqui zoar com meus amigos e ficar com umas que passassem de cabelo pro lado e roupa colada, assim, como ela tá hoje. Ela cuidava de mim todo fim da noite, mesmo que eu passasse o dia inteiro ignorando ela… Ela ainda ia lá, dizer que os anjos dela iam cuidar de mim.
Era a garota mais grudenta, ciumenta, complicada e estranha que eu já tinha conhecido. Eu gostava mesmo era dessas aí, de ficar uma noite e me darem o telefone errado. Aí eu terminei com ela. Falei que ela era trouxa e burra por acreditar em mim.
Dois dias depois, eu vi uma foto dela e chorei. Três dias depois, eu liguei pro celular dela e ela não atendeu. Quatro dias depois, eu fui na casa dela e ela disse que tava ocupada pra falar comigo. Cinco dias depois, eu não tive vontade de sair. No sexto, sétimo e no resto dos meses eu sentia falta dela todos os dias.
 Até que me puxaram pra uma balada, a mesma que eu ia pra ficar com essas meninas que não querem saber de mais nada a não ser delas mesmas e a encontrei aqui. Linda. Os olhos delas brilhavam.
Eu fui falar com ela e ela ficou comigo. Achei que, dessa vez, eu podia tê-la nas mãos de novo, mas dessa vez, pra valorizá-la. Pedi seu número do celular novo e ela me deu. Liguei no dia seguinte e a moça da padaria atendeu: Número errado. Chorei. De saudade. Arrependimento. Receio. E de saber que a garota que eu ria, se tornou na garota que ria de mim.
Pior, a garota que era minha, agora tinha um tanto de caras querendo ser dela e ela querendo aproveitar o tempo que perdeu.
Eu fiz a garota dos meus sonhos ser o sonho de todos os garotos por aí. Eu a perdi. E sabe o que ela me falou no começo da festa? Que ela não era trouxa e nem burra de acreditar no amor que eu dizia sentir por ela.
E sabe o que dói? Vê-lá dançando, rindo e não se preocupou em nenhum momento em olhar pra cá, me ver babando por ela e chorando por nunca ter percebido o quanto ela era importante pra mim, antes.
Por isso valorize a quem te ama e jamais brinque com os sentimentos de uma mulher!"

Observem! Tem situações que sinceramente não sei ao certo se me causam prazer ou revolta. É impressionante como o ser humano só dá valor às pessoas depois que as perde. Perceba, eu disse “ser humano”. Não serei injusta a ponto de atribuir essa prática somente aos homens (coitadinhos), embora, num modo geral, o trivial é ouvir das mulheres as infinitas queixas sobre decepções amorosas, traições, falta de atenção, reconhecimento, cuidado, compreensão...

Os discursos passam por sentimentos distintos (mágoa, ressentimento, angústia, tristeza, revolta, raiva, rancor, ódio) e variam assim como os ambientes que se sucedem (salões de beleza, consultórios de terapia, redes sociais, conversas banhadas de lágrimas com as amigas ao celular, em jardins, nas praças de shopping, em casa, na cama, no travesseiro). O palco pouco importa, o fato é que cada uma de nós temos uma história triste para contar, mas como tudo na vida nada dura para sempre, nem a dor (pra sorte nossa).



Analisando o perfil da namorada do “anjo sofredor”, percebi que nosso instinto materno muitas vezes ao invés de ajudar, prejudica. Tudo na vida deve ser dosado (até remédios, senão viram drogas e te intoxicam). Isso vale também para o amor. “Quando a gente gosta é claro que a gente cuida”, mas até o ponto que não precisamos parar nossa vida para viver a vida deles.

Devemos preservar mais nossos sentimentos e lembrar todos os dias que quando procura uma mulher, o homem não busca encontrar uma segunda mãe. Lembre-se disso toda vez que se apaixonar. O que não vale é ficar esperando por esse fenômeno (o arrependimento masculino) raro como um eclipse lunar para tocar nossas vidas. Enquanto ele não chega (o que é mais provável) devemos olhar para dentro de nós, e dizer:

- Ele não sabe o que perdeu. Vamos sacudir a poeira e seguir, porque é pra frente que se anda.


Por Thays Bahia
Colaboradora
semessadeamelia@hotmail.com

2 comentários:

  1. Thais amigaa, vc é demais... Por isso que Te amoo Pretha ♥

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