quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Correndo riscos

Tem coisa melhor do que correr riscos? Mas não aqueles riscos em que você coloca a sua vida em perigo e sim aqueles que te trás um plus: a adrenalina. Quem nunca fez algo proibido não sabe o que é adrenalina. Lembro-me como hoje de cada risco que corri. A maioria deles com saudade por que realmente fui feliz. Um em especial que foi o que marcou a minha adolescência.

Aos 16 anos (e vale aqui ressaltar que há quase 15 anos atrás namoro não é como hoje, era só beijinho e abraço mesmo) tinha um namorado. Estava com ele há mais ou menos um mês e estávamos apaixonados. Estudávamos na mesma escola e todos os dias ao final das aulas ele me levava no ponto de ônibus para eu ir pra casa (eu era pobrinha por isso tinha que usar o transporte que dava). Um dia resolvemos parar pra namorar um pouco no caminho (afinal de contas éramos filhos de Deus). Foi o nosso erro. Em questão de minutos passa o carro do meu pai. Quando vi aquela visão pensei: “to f****a”. O coitado do meu namorado ficou tão nervoso ao me ver dizendo que daquela noite eu não passava que começou a rir. Enquanto eu estava estática de susto, ele ria. Lembrar disso me causa gargalhadas!

É por isso que sempre digo que ao menos uma vez em nossa vida devemos correr riscos. Viver uma aventura é bom demais! E tudo que é proibido (desde que não seja ilegal) é gostoso. Quem nunca transou na porta de casa correndo o risco de seus pais chegarem e te pegarem no flagra? Quem nunca saiu de casa a noite sem que ninguém soubesse pra namorar? Quem nunca faltou um turno do trabalho por que marcou de passar uma manhã ou tarde com seu amor? Se você nunca fez algo do tipo, me perdoe à sinceridade: você não sabe viver.

E o final da história do namoradinho foi feliz. Ele era bem corajoso (é por isso que até hoje tenho certeza que não errei em tê-lo escolhido como meu primeiro namorado de porta) e enfrentou meu pai. Vestiu a melhor roupa, o melhor sapato (naquela época era o mocassim que estava na moda) e foi lá encarar seu Raimundo. E meu pai teve que dar o braço a torcer, afinal o moleque era corajoso!


Por Karoliny Dias
semessadeamelia@hotmail.com

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